Mesmo com a febre da Quiet Beauty em 2025, especialista reforça cuidados preventivos essenciais para evitar complicações e infecções graves São Paulo, dezembro de 2025 – A busca pela estética natural ganhou força entre os brasileiros. Impulsionada pela tendência Quiet Beauty, que valoriza resultados sutis e procedimentos minimamente invasivos, a procura por técnicas faciais cresceu significativamente em 2025. Rinomodelação, bioestimuladores, microagulhamento, laser, toxina botulínica e preenchimentos estão entre os queridinhos do público. Mas, diante da popularização, surge a dúvida: quais os riscos para a saúde? A crença de que tais procedimentos são simples e sem riscos é equivocada. Para a Sociedade Brasileira de Dermatologia, (SBD), a atuação de profissionais qualificados evita complicações como intoxicações, alergias, manchas, infecções, cicatrizes permanentes e até sequelas mais graves. A infectologista Dra. Jéssica Ramos reforça que prevenção é a palavra-chave: “Mesmo os procedimentos minimamente invasivos que não utilizam anestesia também são passíveis de riscos. Por isso, é fundamental colocar no topo da lista de prioridades para 2026 buscar um profissional capacitado e de confiança.” Falhas de segurança ainda preocupam Uma inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realizada em fevereiro de 2025 em 31 estabelecimentos estéticos das regiões Sudeste e Centro-Oeste, encontrou problemas recorrentes, incluindo: Para a Dra. Ramos, o cuidado não acaba no consultório. “Infecções decorrentes de procedimentos estéticos podem ser graves e exigir longa recuperação. As mais frequentes incluem: Staphylococcus aureus (incluindo MRSA): associada a infecções de pele, abscessos e até septicemia, Pseudomonas aeruginosa: comum em ambientes hospitalares, pode infectar feridas e causar quadros severos, Mycobacterium: exige tratamento prolongado com antibióticos, Escherichia coli (E. coli): quando introduzida na pele, pode causar infecção intensa e aguda, por isso, seja criterioso ao escolher o local e o profissional para a realização do seu procedimento estético. Lembre-se: beleza e saúde andam juntas”, finaliza. Sobre a especialista Dra. Jessica Ramos é graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Ciências também pela USP. A especialista integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e é membro de importantes comitês de doenças infecciosas, entre eles da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Férias de verão: infectologista alerta para cuidados essenciais contra arboviroses e infecções comuns da estação
Especialista orienta famílias a adotarem hábitos simples de higiene e segurança alimentar para aproveitar o período de descanso com mais saúde São Paulo, janeiro de 2025 – O início do ano marca o período das férias escolares e o momento ideal para viagens em família, idas à praia e lazer ao ar livre. No entanto, as altas temperaturas e a maior exposição a ambientes úmidos também favorecem o aumento de viroses de verão, infecções gastrointestinais e intoxicações alimentares, exigindo atenção redobrada, especialmente com crianças. A infectologista Dra. Jéssica Ramos explica que as arboviroses são infecções causadas por vírus transmitidos principalmente por vetores e que podem afetar diferentes sistemas do organismo, como o digestivo, respiratório e até a pele. “Durante o verão, é comum o aumento de casos em adultos e crianças com sintomas como febre, dores abdominais, cansaço, diarreia e desidratação, muitas vezes associados à contaminação da água, dos alimentos e à maior proliferação de vírus em ambientes quentes e úmidos”, explica. Um estudo publicado no American Journal of Epidemiology reforça o alerta ao apontar a contaminação fecal da areia das praias como um fator de risco para doenças gastrointestinais. A exposição prolongada, especialmente em crianças que brincam diretamente na areia, pode aumentar as chances de infecção. “Para quem vai aproveitar as férias no litoral, é fundamental escolher praias com boas condições sanitárias para banho e ficar atento às crianças, já que a ingestão da água do mar é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças”, destaca a especialista. Com base em sua experiência clínica e nas recomendações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP), do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE/CCD) e da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, a infectologista elenca orientações práticas para reduzir os riscos durante o verão: “A chave para aproveitar as férias com mais tranquilidade é investir em pequenos cuidados diários. A boa higiene e a segurança alimentar fazem toda a diferença para evitar doenças e garantir um verão mais leve e saudável para toda a família”, finaliza. Sobre a especialista Dra. Jessica Ramos é graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Ciências também pela USP. A especialista integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e é membro de importantes comitês de doenças infecciosas, entre eles da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
Remoção de Tatuagem e risco de infecções
Especialista explica como agir diante da febre
Aliada ou inimiga? Com as viroses sazonais em alta é importante saber quando se preocupar com o sintoma São Paulo, outubro de 2025 – Durante as mudanças de temperatura e o aumento de casos de viroses e arboviroses, a febre costuma ser um dos primeiros sinais que despertam a atenção de pais e cuidadores. Apesar de causar preocupação, nem sempre ela é uma vilã. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a febre é uma reação natural do corpo e pode, inclusive, ser uma importante aliada na defesa do organismo. Com a chegada dos meses mais quentes, é essencial manter a atenção aos hábitos de higiene, à alimentação e à prevenção de doenças infecciosas. “A febre é um sintoma que acompanha diversas condições, desde infecções virais simples até doenças mais graves. Ela é uma resposta fisiológica a um processo inflamatório e, muitas vezes, um mecanismo de proteção do corpo”, explica Dra. Jéssica Ramos, infectologista e integrante do núcleo de infectologia do Hospital Sírio-Libanês. Febre e viroses: o que está por trás do sintoma A febre não é uma doença, mas sim um sinal de alerta do organismo diante de uma “agressão”, como uma infecção viral ou bacteriana. Ela ajuda o corpo a reagir contra agentes invasores, aumentando a eficiência do sistema imunológico. O tratamento só é indicado quando há sintomas associados, como dor de cabeça, dor no corpo, calafrios ou mal-estar. As viroses, por exemplo, são infecções causadas por diferentes tipos de vírus que afetam o sistema respiratório, digestivo ou até a pele. Já as arboviroses, segundo o Ministério da Saúde, são um grupo de doenças virais que são transmitidas principalmente por artrópodes, como mosquitos e carrapatos(como dengue, zika e chikungunya) e também podem começar com febre e sintomas inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico inicial. “Essas doenças costumam gerar bastante ansiedade, especialmente entre pais de crianças pequenas. A febre é o primeiro sinal que algo não está bem, mas o importante é observar o contexto: se ela vem acompanhada de sintomas como manchas, desânimo intenso ou dificuldade para respirar, é preciso procurar um médico”, orienta a especialista. Quando se preocupar e buscar ajuda médica Recentemente, a definição de febre em crianças foi atualizada: agora, é considerada febre uma temperatura axilar igual ou superior a 37,5° (ou 38°C, quando medida por via oral ou retal). No entanto, a intensidade e a duração devem ser observadas com atenção. “Desde uma simples gripe até condições mais graves como pneumonia, tuberculose ou sepse podem provocar febre. Se a temperatura persistir por mais de 48 horas ou atingir níveis altos, o acompanhamento médico é imprescindível”, reforça a Dra. Jéssica. Sobre a especialistaDra. Jessica Ramos é graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Ciências também pela USP. A especialista integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e é membro de importantes comitês de doenças infecciosas, entre eles da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Créditos: https://www.freepik.com/
Atenção aos sinais: infectologista explica o que fazer em caso de infecção
Nem todo contato com microrganismos causa doença, mas saber identificar os sintomas pode fazer toda a diferença. São Paulo, outubro de 2025 — Febre repentina, dor, vermelhidão, inchaço ou secreção. Esses sinais podem indicar que o corpo está lutando contra uma infecção: reação que muitas vezes surge de forma inesperada e provoca preocupação entre pacientes e familiares. Em alguns casos, a causa é desconhecida, o que pode gerar medo e ansiedade. Nos últimos meses, o tema ganhou destaque nas mídias com a divulgação de diferentes casos clínicos, acendendo um alerta sobre a importância da informação e da prevenção. A infectologista Dra. Jéssica Ramos esclarece as principais dúvidas e explica como agir diante dos primeiros sinais. O que é, afinal, uma infecção? A especialista explica que as infecções ocorrem quando microrganismos como bactérias, vírus, fungos ou parasitas invadem o corpo, se multiplicam e provocam uma resposta do sistema imunológico. “Esses agentes podem entrar no organismo de várias formas: pela respiração, por alimentos ou água contaminados, por feridas na pele ou até pelo contato sexual. O importante é saber que nem todo contato com microrganismos causa doença. Em muitos casos, o corpo elimina o invasor antes que ele cause sintomas”, completa. Os sinais são sempre visíveis? “Nem sempre”, alerta a Dra. Jéssica. “Algumas infecções são silenciosas e só aparecem nos exames, como o HIV, a hepatite C ou a tuberculose latente.”, destaca. Em outros casos, os sintomas são evidentes: febre, dor, vermelhidão, inchaço ou presença de secreção, e esses sinais não devem ser ignorados, pois podem indicar que o corpo está travando uma batalha interna. Mas a especialista também acrescenta que a maioria das infecções podem ser evitadas com atitudes simples. “É primordial manter a vacinação em dia, usar preservativos em todas as relações sexuais, redobrar os cuidados com alimentos e água, além de evitar automedicação e o uso indevido de antibióticos, que contribuem para a resistência bacteriana”, comenta. Uma infecção pode se espalhar? “Pode, dependendo do tipo de agente e das defesas do organismo”, esclarece a médica. “Uma infecção de pele, por exemplo, pode se aprofundar e gerar abscessos, ou até atingir a corrente sanguínea, levando à septicemia.” O segredo, segundo a infectologista, é o tratamento precoce e o acompanhamento médico adequado. Ao menor sinal de infecção, a especialista recomenda procurar atendimento médico especialmente diante de febre persistente, dor intensa ou secreção purulenta; evitar automedicação, em especial, antibióticos sem prescrição; realizar os exames solicitados para identificar o agente causador; e cumprir o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas desapareçam antes. “A infecção não é apenas um evento físico, mas um alerta do corpo. Informação, prevenção e cuidado são as melhores armas para manter a saúde em dia”, finaliza a Dra. Jéssica Ramos. Sobre a especialista Dra. Jessica Ramos é graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Ciências também pela USP. A especialista integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e é membro de importantes comitês de doenças infecciosas, entre eles da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Créditos da imagem: https://www.freepik.com/
Arboviroses e viroses em alta: o desafio invisível que lota hospitais no Brasil
Infectologista explica aumento dos casos e importância do diagnóstico correto São Paulo, maio de 2025 – Casos de arboviroses e viroses no Brasil aumentam a cada ano e representam um desafio crescente nos atendimentos hospitalares. De acordo com o Ministério da Saúde, só em 2025, mais de 1 milhão de casos prováveis de dengue, a arbovirose mais comum no país, foram notificados, e mais de 680 mortes pela doença já foram confirmadas. No campo das viroses respiratórias, doenças como COVID-19 e Influenza A continuam com forte presença. Segundo o boletim Infogripe mais recente da Fiocruz, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, 30,1% dos casos positivos foram de Influenza A. A doença, inclusive, superou a COVID como a principal causa de morte por síndrome respiratória aguda grave entre os idosos. Apesar da incidência em larga escala, arboviroses e viroses se espalham de formas distintas, o que reforça a importância da atenção aos detalhes durante as rotinas no dia a dia. “As arboviroses são doenças causadas por vírus transmitidos por vetores, principalmente mosquitos, como o Aedes aegypti. Já as viroses respiratórias são transmitidas diretamente entre pessoas ou por contato com superfícies contaminadas”, explica a infectologista Dra. Jéssica Ramos, que integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês. A semelhança dos sintomas é um dos principais obstáculos para o diagnóstico correto. Por isso, alguns dos desafios do sistema de saúde pública no Brasil tem sido investir em pesquisas para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos, além de ampliar os insumos disponíveis para testes e análises laboratoriais. “O maior dilema das arboviroses e viroses é o diagnóstico clínico. Ambas podem se manifestar com febre, dor no corpo, mal-estar, náuseas e cefaleia. Por isso, é essencial que a avaliação médica considere o histórico epidemiológico e, sempre que possível, utilize testes laboratoriais para confirmação”, destaca a Dra. A especialista reforça que a circulação simultânea de vírus distintos, como dengue, zika e chikungunya, ou Influenza e COVID-19, agrava o cenário. “Quando o paciente apresenta sintomas genéricos, a presença simultânea de mais de um vírus circulando na comunidade dificulta o diagnóstico e pode atrasar o início do tratamento adequado. Isso tem impacto direto na recuperação do paciente e no controle da transmissão”, afirma. Outro ponto de atenção é a automedicação.“Antitérmicos e anti-inflamatórios são muito utilizados sem prescrição médica, o que pode mascarar sintomas importantes ou agravar quadros como o da dengue hemorrágica, por exemplo”, alerta a infectologista. Ao menor sinal de febre alta, dor muscular intensa, ou dificuldade respiratória, a recomendação é procurar atendimento médico, especialmente em grupos de risco como crianças, idosos e gestantes. Segundo a infectologista, o diagnóstico é feito com base em dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. “Testes sorológicos e de biologia molecular, são recursos importantes para a identificação do agente viral. No caso da dengue, por exemplo, o teste NS1 pode ser solicitado logo nos primeiros dias. Já para Influenza ou COVID-19, exames de antígeno ou RT-PCR são indicados, deve ser feito a partir da manifestação dos primeiros sinais de infecção respiratória até o 8º dia de sintomas”, detalha. A médica também destaca que, quanto mais precoce for a investigação diagnóstica, maior a chance de evitar complicações e reduzir a transmissão comunitária. “Além disso, o diagnóstico correto permite a condução de medidas de suporte adequadas, evita uso desnecessário de antibióticos e contribui com os sistemas de vigilância epidemiológica”, conclui. Sobre a especialista Dra. Jessica Ramos é graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Ciências também pela USP. A especialista integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e é membro de importantes comitês de doenças infecciosas, entre eles da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Créditos da imagem: https://www.freepik.com/
Pacientes imunossuprimidos: como prevenir infecções virais no dia a dia
Infectologista dá dicas essenciais para reduzir riscos e proteger quem tem o sistema imunológico comprometido São Paulo, abril de 2025. Pacientes imunossuprimidos, como transplantados, pessoas em tratamento oncológico, com doenças autoimunes ou HIV, apresentam maior vulnerabilidade a vírus comuns, que podem evoluir para quadros graves e até fatais. Por isso, a prevenção é a principal aliada na rotina de cuidados. Entre os principais vírus que representam risco aumentado para pacientes imunossuprimidos estão o citomegalovírus, que pode se reativar e causar complicações como pneumonite, retinite e até encefalite; o vírus Epstein-Barr, associado ao desenvolvimento de linfomas nesse grupo; além da influenza e da COVID-19, que têm potencial de evoluir para quadros respiratórios graves. Outro vírus de atenção especial é o sincicial respiratório, particularmente perigoso para crianças e idosos com imunidade comprometida. “Esses vírus, que muitas vezes podem ser leves em pessoas saudáveis, podem causar desfechos graves e até fatais em quem tem imunidade comprometida”, alerta a Dra. Jessica Fernandes Ramos, infectologista e integrante do núcleo de infectologia do Hospital Sírio-Libanês. Como prevenir Uma das estratégias mais importantes é a vacinação. Vacinas inativadas, como as de gripe, hepatite B, COVID-19 e pneumococo, devem ser aplicadas sob orientação médica. Já as vacinas com vírus vivos atenuados, como a da febre amarela, exigem avaliação caso a caso. No caso de pacientes imunossuprimidos, até para se vacinar, o planejamento é essencial. Quando possível, as imunizações devem ser feitas pelo menos duas a quatro semanas antes do início de terapias imunossupressoras, para garantir melhor resposta imunológica. “Para essa população, a vacinação é uma barreira essencial. E isso inclui todos os que estão envolvidos no tratamento desse paciente. Muitas vezes, vacinar as pessoas ao redor é tão importante quanto vacinar o próprio paciente”, explica Jéssica. Além da vacinação, é essencial reforçar cuidados como, higiene frequente das mãos, uso de máscaras em ambientes de risco, evitar aglomerações e locais fechados, manter os ambientes bem ventilados e limpos, e orientar familiares e cuidadores sobre todos os cuidados com esses pacientes. A informação fortalece a adesão ao cuidado e reduz riscos. Também é fundamental estar atento a sinais precoces de infecção. Em imunossuprimidos, sintomas como febre baixa, tosse, fadiga ou desconforto respiratório podem ser os primeiros alertas de uma infecção que evolui rápido. “Esses pacientes não possuem a mesma capacidade de resposta imunológica. Infecções que seriam autolimitadas em outros casos podem se transformar em emergências médicas”, reforça a especialista. Pessoas imunossuprimidas precisam de vigilância constante para evitar complicações graves. “Todo cuidado é pouco. A combinação de vacinação adequada, cuidados preventivos diários e atenção aos primeiros sinais de infecção pode salvar vidas”, finaliza a infectologista. Sobre a especialista Dra. Jessica Ramos é graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Ciências também pela USP. A especialista integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e é membro de importantes comitês de doenças infecciosas, entre eles da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Créditos da imagem: https://www.freepik.com/
Riscos de infecções aumentam com crescente busca por procedimentos estéticos
Especialista alerta para os riscos de infecções em procedimentos estéticos e os cuidados necessários para evitar complicações São Paulo, outubro de 2024 – Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (International Society of Aesthetic Plastic Surgery, ISAPS), o Brasil é o 2º país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. A lipoaspiração é o procedimento cirúrgico mais procurado no Brasil, seguido pelo aumento de seios, cirurgia de pálpebras e abdominoplastia. Entre as intervenções não cirúrgicas, a aplicação de toxina botulínica é a campeã, seguida por preenchimentos faciais com ácido hialurônico, depilação a laser, bioestimuladores de colágeno e tratamento para redução de gordura localizada. O aumento no número de procedimentos levou a Sociedade Brasileira de Dermatologia a divulgar um alerta destacando que a “prática de procedimentos com finalidade estética exige profundo conhecimento não só do procedimento em si, mas também sobre as possíveis intercorrências e complicações que podem ocorrer durante ou após o procedimento”. Para a Dra. Jéssica Ramos, infectologista e doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), a preocupação é pertinente. “Até mesmo procedimentos considerados simples podem levar a sérios problemas de saúde se não forem realizados por profissionais qualificados ou se não seguirem rigorosamente as normas de de higiene (trocar por segurança?!?) necessárias” , explica a especialista. Infecções As Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS) são infecções adquiridas durante a prestação de cuidados de saúde, podendo ocorrer em qualquer ambiente onde procedimentos médicos ou estéticos sejam realizados. No caso de procedimentos estéticos, o risco de IRAS aumenta em tratamentos invasivos, quando a barreira protetora da pele é rompida, facilitando a entrada de microrganismos. A falta de higiene, a esterilização inadequada dos equipamentos, o uso de produtos contaminados e erros técnicos podem contribuir para o surgimento dessas infecções, que podem variar de leves a graves, exigindo cuidados médicos imediatos. Entre as bactérias mais comuns associadas às infecções em procedimentos estéticos, destacam-se: Staphylococcus aureus (incluindo MRSA): Essa bactéria está frequentemente associada a infecções de pele, feridas cirúrgicas, e pode causar abscessos e infecções graves, como septicemia. Pseudomonas aeruginosa: frequentemente encontrada em ambientes de saúde, esta bactéria pode levar a infecções em feridas, especialmente em procedimentos cirúrgicos e tratamentos invasivos. Mycobacterium: conhecidas por causar infecções de pele após procedimentos como lipoaspiração e preenchimentos faciais, essas bactérias podem ser difíceis de tratar e requerem terapia antibiótica prolongada. Escherichia coli (E. coli): embora normalmente presente no intestino humano, quando introduzida acidentalmente em feridas, pode causar infecções graves. Cuidados importantes Para a Dra. Jessica, a principal forma de evitar a infecção começa na escolha do profissional e do local em que será realizado o procedimento. “Procedimentos estéticos devem ser feitos apenas por médicos, que são profissionais habilitados para administrar as eventuais complicações. Por isso, antes de contratar este tipo de serviço, é importante verificar se o profissional é médico, qual a sua especialização, se o local tem licenciamento e até buscar referências, optando por alguém que tenha boa reputação e bom histórico”, explica a infectologista. Além da escolha, a Dra. Jessica enfatiza a importância do cuidado pré e pós-operatório, incluindo a limpeza adequada do local em que foi (será) feito o procedimento (idealmente em centros cirúrgicos hospitalares) e o monitoramento de sinais de infecção. “A conscientização sobre os riscos é essencial, especialmente com o aumento de intervenções estéticas, que, embora seguras quando realizadas corretamente, podem apresentar riscos quando os protocolos de saúde não são seguidos rigorosamente”, finaliza a especialista. Sobre a especialista:Dra. Jessica Ramos é graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Ciências também pela USP. A especialista integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e é membro de importantes comitês de doenças infecciosa, entre eles da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Créditos: https://www.freepik.com/
Aumento nos casos de coqueluche em São Paulo preocupa especialistas
Especialista alerta para a importância da vacinação e diagnóstico precoce, especialmente entre bebês, grupo mais vulnerável à doença São Paulo, novembro de 2024 – Segundo dados do boletim epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), em 2024, as infecções por coqueluche na cidade de São Paulo cresceram 3.435% em comparação a 2023. Até o início de novembro deste ano, foram registrados 495 casos confirmados, enquanto no mesmo período do ano passado houve apenas 14 casos. Em 2022, São Paulo contabilizou apenas uma ocorrência da doença, sendo que a última morte por coqueluche foi registrada em 2019. Esse aumento significativo dos casos confirmados vem preocupando especialistas. De acordo com a Dra. Jessica Fernandes Ramos, infectologista e integrante do núcleo de infectologia do Hospital Sírio-Libanês, essa elevação nos números pode ser atribuída a uma combinação de três fatores principais. O primeiro fator é o próprio comportamento da coqueluche, uma doença que apresenta ciclos epidêmicos a cada 5 a 8 anos. “Tivemos nosso último grande surto em 2014, mas a pandemia de COVID-19 provavelmente atrasou o ciclo natural da doença, resultando em um aumento significativo de casos agora”, explica a Dra. Jéssica. Outro fator relevante é o avanço na capacidade diagnóstica, especialmente com a ampliação dos testes de PCR para detecção da bactéria causadora da coqueluche. “O pós-COVID trouxe uma maior disponibilidade do diagnóstico molecular, já que mais laboratórios passaram a oferecer o exame PCR, que detecta o DNA da bactéria. Antes, essa análise dependia de culturas realizadas em laboratórios de referência”, ressalta a infectologista. O terceiro fator é a queda na cobertura vacinal, que elevou o número de pessoas suscetíveis à infecção. Segundo a Dra. Jéssica, esse declínio na vacinação tem impacto direto na ocorrência de casos, especialmente em grupos de risco, como bebês. Grupos de risco A situação é especialmente preocupante para crianças com menos de seis meses, que ainda não completaram o esquema vacinal e têm vias aéreas menores e mais vulneráveis. “Esses bebês correm maior risco de desenvolver insuficiência respiratória devido à intensidade da tosse, que pode levar a baixa oxigenação, vômitos e necessidade de hospitalização”, afirma a médica. Os adultos, mesmo quando apresentam apenas sintomas leves de resfriado, podem atuar como vetores da coqueluche e transmitir a infecção para bebês, incluindo aqueles que ainda não frequentam creches. “Quem aparece como principal vetor são os pais. Mesmo para uma criança que fica em casa nos primeiros meses de vida, o adulto é o portador. Ele excreta a bactéria por até três semanas, muitas vezes sem lembrar que teve um resfriado forte”, alerta a especialista. A infectologista reforça a importância do diagnóstico precoce e das medidas de prevenção, como uso de máscara e tratamento com antibióticos. “Com cinco dias de antibiótico, a pessoa deixa de transmitir a doença. Quando identificamos um caso positivo, usamos antibióticos preventivamente para evitar a disseminação”, explica. Medidas preventivas recomendadas Vacinação: Gestantes e pessoas que convivem ou cuidam de bebês com menos de seis meses devem tomar a dose de reforço da vacina tríplice bacteriana acelular (dTpa), recomendada para adultos. Além disso, é essencial que as crianças sejam vacinadas conforme o calendário vacinal: aos 2, 4 e 6 meses, com doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos. Cuidados para pessoas com sintomas: Indivíduos com sintomas de tosse prolongada devem procurar diagnóstico médico, pois a coqueluche tem tratamento com antibióticos simples, que interrompem a transmissão. Esse aumento nos casos serve como um alerta para a importância da vacinação e do diagnóstico precoce da coqueluche, especialmente em um momento de baixa cobertura vacinal. “É fundamental que toda a população esteja atenta a esses cuidados para proteger os mais vulneráveis e controlar a disseminação da doença”, conclui a Dra. Jéssica Ramos. Créditos da imagem: https://www.freepik.com/










