Mesmo com a febre da Quiet Beauty em 2025, especialista reforça cuidados preventivos essenciais para evitar complicações e infecções graves
São Paulo, dezembro de 2025 – A busca pela estética natural ganhou força entre os brasileiros. Impulsionada pela tendência Quiet Beauty, que valoriza resultados sutis e procedimentos minimamente invasivos, a procura por técnicas faciais cresceu significativamente em 2025. Rinomodelação, bioestimuladores, microagulhamento, laser, toxina botulínica e preenchimentos estão entre os queridinhos do público. Mas, diante da popularização, surge a dúvida: quais os riscos para a saúde?
A crença de que tais procedimentos são simples e sem riscos é equivocada. Para a Sociedade Brasileira de Dermatologia, (SBD), a atuação de profissionais qualificados evita complicações como intoxicações, alergias, manchas, infecções, cicatrizes permanentes e até sequelas mais graves.
A infectologista Dra. Jéssica Ramos reforça que prevenção é a palavra-chave: “Mesmo os procedimentos minimamente invasivos que não utilizam anestesia também são passíveis de riscos. Por isso, é fundamental colocar no topo da lista de prioridades para 2026 buscar um profissional capacitado e de confiança.”
Falhas de segurança ainda preocupam
Uma inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realizada em fevereiro de 2025 em 31 estabelecimentos estéticos das regiões Sudeste e Centro-Oeste, encontrou problemas recorrentes, incluindo:
- Falhas na limpeza e esterilização de materiais
- Produtos injetáveis manipulados
- Medicamentos vencidos ou sem registro
- Descarte incorreto de resíduos
- Ausência de consentimento informado
- Omissão sobre possíveis riscos
- Tratamento ou dose inadequados
- Falha no reconhecimento de complicações ou lesões
Para a Dra. Ramos, o cuidado não acaba no consultório. “Infecções decorrentes de procedimentos estéticos podem ser graves e exigir longa recuperação. As mais frequentes incluem: Staphylococcus aureus (incluindo MRSA): associada a infecções de pele, abscessos e até septicemia, Pseudomonas aeruginosa: comum em ambientes hospitalares, pode infectar feridas e causar quadros severos, Mycobacterium: exige tratamento prolongado com antibióticos, Escherichia coli (E. coli): quando introduzida na pele, pode causar infecção intensa e aguda, por isso, seja criterioso ao escolher o local e o profissional para a realização do seu procedimento estético. Lembre-se: beleza e saúde andam juntas”, finaliza.
Sobre a especialista Dra. Jessica Ramos é graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com residência médica em Infectologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Ciências também pela USP. A especialista integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês e é membro de importantes comitês de doenças infecciosas, entre eles da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).


